18 outubro 2009

Silence

when everything is what it seems
when nothing is what you want to be
observe all
nothing I can say
immobilized on the eloquence of my own ignorance skilled
I allow myself to dream
find that there are nightmares
wake up is almost a frantic eagerness intangible

music is my silence comforted
"i have a dream"
the march of awakening inherent gradually fades
as sands
damn hourglass which fails to stop
when run, run against me
touching that preserve myself
I hid stealing what not to miss

inert ...
no more unscathed
does nothing more hide
who judges it is because it has something to hide
and who hides
is because they fear what they do not know and ignores
I do not think not to be judged
hide nothing
not feared
but ignored the fact that not only depend
my effort
my will

what a fool I was ....
what a fool I am ...

want what I can not play
want what is not allowed for me to be loved
desired
I can not blame someone
if not myself
myself
I just be my only accuser
judge
executor

I do not want pity
Christian book this feeling to the despots of the world
do not expose
just my sorrows
to make eloquent

what a fool I was ....
what a fool I am ...


....
....


quando tudo é o que aparenta ser
quando nada é o que se deseja ser
todos observam
nada posso dizer
imobilizado na própria eloqüência de minha hábil ignorância
me permito sonhar
descobrir que pesadelos existem
acordar é quase uma ânsia frenética intangível

a musica é o meu silencio reconfortado
"i have a dream"
a marcha do despertar inerente aos poucos se esvai
como areias
ampulheta maldita que teima em não parar
quando corre, corre contra a minha pessoa
tocando aquilo que preservo de mim mesmo
me roubando o que escondi para não perder

inerte...
não mais incólume
de nada adianta mais esconder
quem julga é porque tem algo a esconder
e quem esconde
é porque teme aquilo que não conhece e ignora
não julgo para não ser julgado
nada mais escondo
não temi
mas ignorei o fato de que não depende apenas
do meu esforço
da minha vontade

que tolo eu fui....
que tolo eu sou...

desejar o que não posso tocar
desejar o que não se permite por mim ser amada
desejada
não posso culpar alguém
se não a mim mesmo
por mim mesmo
me basta ser meu único acusador
juiz
executor

não quero piedade
reserve este sentimento cristão aos déspotas do mundo
não me exponho
apenas minhas lamúrias
se fazem eloqüentes

que tolo eu fui....
que tolo eu sou...

Ileniel Nunes

4 comentários:

Anônimo disse...

Ileniel...

Em questão de amor, somos sempre tolos...rs

Fátima.

Anônimo disse...

Merda é veneno.
No entanto, não há nada
que seja mais bonito
que uma bela cagada.
Cagam ricos, cagam padres,
cagam reis e cagam fadas.
Não há merda que se compare
à bosta da pessoa amada.
(Leminski)

Danielle disse...

Muito bom!

bruno disse...

nossa muito lindo esse poema !!! adorei !!!
é realmente somos muito tolos emn questao de amor !!!
mas e assim mesmo !!!